quinta-feira, 16 de agosto de 2007

A IDENTIDADE SEXUAL II

A) Da uniformidade ao dimorfismo:

Quando se fala de identidade sexual é preciso distinguir vários níveis de compreensão. O sexo do indivíduo, pode ser identificado ao menos por quatro tipologias diferentes, entre si correlacionadas, mas que, por várias acidentalidades, podem se desintegrar.

1.1 – Sexo genético
A primeira é aquela do sexo genético. Cada célula do organismo contém no seu núcleo um número constante de “cromossomos”, estruturas baston-celulares constituídas por DNA que trazem toda a informação genética relativa ao indivíduo ao qual pertençam. Na fecundação dão origem a uma célula com 46 cromossomos, dos quais 23 de origem paterna e 23 de origem paterna e 23 de origem materna. Destes 23 pares um é designado para a determinação do sexo. Na mulher o cromossomo sexual tem sempre a forma X, ao passo que no homem pode haver a forma X ou a forma Y.
Quando um casal de cromossomos na célula resultante da fecundação (chamada zigoto) for XX o sujeito terá o sexo feminino, ao passo que se for XY terá o sexo masculino. De maneira genética o sexo de uma pessoa é determinado pelo ato da fecundação. Poderão ocorrer, anomalias, pelas quais no momento da concepção poderá não haver um arranjo genético (chamado cariótipo) XX ou XY. Tais pessoas não são homossexuais nem têm perturbações na percepção da própria identidade sexual. As disgenesias gonádicas, efetivamente, comportam leves anomalias do aspecto físico, esterilidade e outros distúrbios, mas não um comportamento sexual anômado.

1.2 – Sexo gonádico
O primeiro efeito do sexo genético é dado pela diversa produção hormonal que induz diferenciação dos testículos e dos ovários que constituem os chamados “caracteres sexuais primários”; este é o nível do sexo gonádico.
Na vida intra-uterina os órgãos genitais são constituídos por uma estrutura indiferenciada.
No caso de sexo genético masculino as duas metades dessa estrutura se soldam no centro, ao passo que, ao mesmo tempo, a parte superior se alonga, dando origem àquilo que será o órgão genital externo, e as partes laterais recaem flacidamente dos lados para acolher os testículos.
No caso de estimulação hormonal feminina, as duas estruturas permanecem separadas, assim afastam-se ainda mais criando um verdadeiro e exato orifício, enquanto a parte superior vai se atrofiando e as partes laterais se aplainam.

1.3 – Sexo somático
A produção hormonal são responsáveis não só pelos caracteres sexuais “primários”, mas também por aqueles “secundário”, ou seja, pelo fato de o homem e a mulher serem somaticamente diferentes. Existe uma perfeita e sincrônica identificação entre o sexo do cariótipo (isto é, do arranjo genético) e o do fenótipo, ou seja, do aspecto somático. Mas podem também surgir anomalias no processo de desenvolvimento normal.

1.4 –Sexo psíquico
Esta ligado com a atitude psíquica fundamental do indivíduo. Também este tem uma própria conotação sexual, fornecendo aquilo que é definido como “orientação de gênero”, o relacionar-se com o mundo de maneira diferenciada, em relação ao próprio ser homem ou mulher. É óbvio que nesta área entram também algumas particulares tendências naturais e parte dos complexos dinamismos que presidem a atração sexual. O principal distúrbio que atinge essa área não é a homossexualidade, mas sim a transexualidade. Por sua vez o transexual sente-se quase prisioneiro do seu sexo, não identifica com ele e deseja mudá-lo, recorrendo também a particulares intervenções cirúrgicas.

B) Do instintual ao comportamental

A sexualidade humana tem conotações profundamente diversas da sexualidade animal. No animal não podemos falar de “sexualidade”, mas só de instinto sexual tendo como finalidade à reprodução. É preciso, dar um salto de qualidade, procurando ver de que maneira o nível biológico se integra com o nível emotivo e racional tornando-se nível antropológico.

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