terça-feira, 11 de setembro de 2007

AGRADECENDO A DEUS OS DONS QUE NOS DEU


Deus com sua mão maravilhosa nos moldou da poeira do solo fazendo de nós uma obra-prima que suplanta até mesmo qualquer obra de arte que possa existir (Gn 2,7). Não deveríamos ficar espantados ao fato de Deus reformar-nos constantemente, tão logo nos desfiguramos, nos machuquemos, ele já está esculpindo e juntando os pedaços outra vez.

Mas para que haja curas profundas em nosso coração, é preciso nos conhecer, como faz o nosso escultor. “Somos a obra de arte de Deus criada em Cristo para viver a vida, como desde o princípio ele quis que a vivêssemos” (Ef 2,10).

Quando agradecemos a Deus o que nos dá, começamos a ver a nós mesmos não mais pelos nossos olhos mas pelos olhos dele. Se conhecemos as nossas dádivas, então sentiremos a nossa necessidade de cura e assim poderemos nos tornar tudo que o nosso Escultor quer de nós.

A Palavra de Deus nos ajuda a nos vermos como o nosso Criador nos vê. O relato do Gênesis sobre a criação revela como Deus valoriza o homem, de maneira grandiosa, a ponto de fazê-lo à “imagem de Deus” (Gn 1,27). Para entender como “reproduzimos a imagem de Deus”, devemos refletir sobre um dos nossos sentidos ou uma parte do nosso corpo e apreciá-la como o Criador a aprecia.

Olhe neste momento para as suas mãos, fique por um minuto em silêncio, e comece a observar a sua singularidade. Deus louve ao Senhor por sua particularidade.

Mas muitas vezes não agradecemos a Deus suficientemente por dons como essa, até sentirmos como as nossas mãos presentearam as pessoas. De maneira diferente dos outros escultores, Iahweh vive nas mãos que faz. Para compreendermos como ele usa as mãos ao presentear os outros, precisamos voltar atrás e pensar como esses nos presentearam através das suas mãos.

Acho muito fácil entender como as pessoas me presentearam, mas considero uma verdadeira luta enxergar como presenteei os outros, como Iahweh chega aos outros por meu intermédio. Até que eu me conscientize disso, estou me vendo apenas com a minha visão limitada e não com os olhos do meu Criador.

Existe algumas passagens que nos revelam os dons mais profundos (Gl 5,22; 1Pd 1,5-7). Quando esses dons se manifestam sentimos com o coração de Deus. Esses dons me relembram acontecimentos onde as pessoas me perdoaram, partilharam com o Senhor o que acontecia entre elas e me trouxeram o desejo de viver mais para a minha comunidade. Da mesma forma quando presenteei as pessoas.

Concentrar nas nossas graças pode parecer presunção, mas não é, fazemos isso não para nós mesmos e sim para o nosso Escultor. Relembrando as nossas graças, estamos reconstituindo a nossa própria história da fé como o fez Jeremias ou Isaías nos tempos críticos.

Quando apreendemos mais da nossa beleza, estamos prontos para tomar os fragmentos e os pedaços e juntá-los como nosso Criador o faria. Assim, quando lhe pedimos para nos curar, não estamos apenas olhando para os fragmentos e os pedaços nas nossas mãos, mas antes para a obra-prima que somos. Estamos prontos para lhe perguntar o que quer reformar em nós e como podemos participar do seu trabalho de artista.

Exemplo:
· Relembre as vezes em que, na sua vida, você experimentou o amor e o crescimento desse amor.
· Faça um círculo e escreva o nome de cinco pessoas através das quais Deus o amou e o chamou para crescer.
· Ocupe um tempo em oração, agradecendo a Deus por todas as maneiras pelas quais ele o amou.

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