quarta-feira, 24 de outubro de 2007

ISAAC/JACÓ/JUDÁ

ISAAC
O nome Isaac (jishaq-el) significa “que Deus ria (sorria)”, “rir”, “gracejar”, “seguir o seu impulso” (cf. 21,9).
Se todas as figuras importantes da História da Salvação apresentam uma particularidade muito notória, Isaac se identifica precisamente por carecer dela. A Bíblia quase não nos fala diretamente dele. Quando o faz é em função de seu pai Abraão ou de seu filho Jacó. Ele fica situado entre os dois pilares da vida de Israel (cf. 25,19).

A sua vida se restringe em sentido estrito aos cap. 25,21-26,33. As peripécias da sua vida são narradas de forma breve e concisa: o perigo que passou a sua esposa, a abertura de cisternas e os acordo com moradores do lugar.
Para a tradição dos patriarcas e importância de Isaac está em ser o elemento de ligação entre as figuras mais importantes de Abraão e Jacó. A sua única função é receber e transmitir a promessa feita a Abraão e a bênção (cf. 26,24: promessa; 24,11: bênção; 17,23: circuncisão).

JACÓ
O nome Jacó (Jacob) é a forma abreviada de já’aqob-el que significa “que Deus proteja”; também este nome é atestado fora da Bíblia. Parece que a significação do nome, dada acima, desapareceu do hebraico, de modo que atualmente se relaciona o nome Jacob com aqeb “calcanhar”, dando-se-lhe o sentido de “superastuto” (cf. 25,26; 27,36).

Mais próximo do povo está o patriarca Jacó/Israel. Na formação da tradição que se formou a seguir (cf. 25,27-35; 37-50).

Oportunista, com uma mentira apropria-se do direito de primogenitura que pertencia a seu irmão Esaú. Mas não foi a sua astúcia que conseguiu, mas Deus que o tinha preferido a seu irmão Esaú desde antes de seu nascimento: Gn 25,23; Rm 9,13. Deus lhe renovou a promessa feita a Abraão: (cf. 27,27; 28,3-4; 13-15; 11-12).

Mais uma vez Deus não se limitou aos estreitos moldes humanos. Escolheu quem quis e não aquele que os critérios humanos indicavam como mais favorável por sua força, moralidade ou qualidade práticas (Esaú). A força de Deus se conjuga muito bem com a miséria do homem, ao passo que repele a auto-suficiência humana.

A salvação, como a fé, não está fundamentada na força ou sabedoria dos homens, mas no poder de Deus. Dele nos vem a Salvação, somente dele.

A glória de Jacó que se dá o nome de Israel, reside em sua fraqueza, porque assim dá lugar a que resplandeça com maior nitidez a força de Deus. Quanto mais fraco é Jacó, mais sobressai o poder divino. Deus o fará pai de doze filhos, fundamento das doze tribos de Israel: filhos de Lia: o primogênito Rúbem, Simeão, Levi, Judá, Issacar e Zabulon. Filho de Raquel: José e Benjamim. Filhos de Bala (escrava de Raquel): Dan e Neftali. Filhos de Zelfa (escrava de Lia): Gad e Aszer: (Gn 35,23-26).

JUDÁ
Entre os filhos de Jacó, a promessa não é herdada nem pelo maior deles (Rubem), nem por um filho de Raquel (José ou Benjamim), mas por Judá, filho de Lia. É a ele e não a outro que a promessa é renovada (cf. Gn 49,8-10).
Da tribo de Judá nascerá o Salvador. O descendente, Jesus Cristo, nascerá em Belém de Judá.

Nenhum comentário:

NOTÍCIAS DA IGREJA