domingo, 21 de outubro de 2007

MARIA CHEIA DO ESPÍRITO SANTO



“O Espírito Santo virá sobre ti...” (Lc 1,35).

Este é o novo nome de Maria “Cheia de Graça”. Esse foi o desejo de Deus, que é amor cheio de misericórdia.

No momento que Maria é convidada para ser a Mãe do Filho de Deus, a graça divina, o favor de Deus, sua benevolência – todo gratidão! – vai envolvê-la, transformá-la, culminá-la de tal maneira que será a “cheia-de-graça-em-plenitude”. Maria viveu um grande momento de graça, que maravilha maior que trazer em seu ventre a própria “graça”, o “dom divino” do amor do Pai pelo mundo. “Pois Deus amou tanto o mundo que entregou seu Filho único...” (Jo 3,16). “A graça de Deus se manifestou..., a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo” (Tt 2,11.13).

Sim, Maria é a Mãe-da-divina-graça, isto é, de Jesus, dádiva máxima de Deus aos homens.

Maria foi iluminada, guiada e conduzida constantemente pelo Espírito Santo, na concepção e durante toda a sua vida. O Espírito a consagrara desde o primeiro momento de sua existência. São Paulo nos diz: “Todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Rm 8,14). Pois bem, quanto mais não seria Maria conduzida pelo Espírito, ela que não era somente a filha de Deus, mas a Mãe do Filho de Deus.

A ação do Espírito Santo sempre a acompanhou: em Nazaré, em Belém, em Jerusalém, na Galiléia, no Calvário. Vejamos assim alguns momentos desses:

1 – Na apresentação de Jesus no templo (Lc 2,22-38)
Esse foi um dia de oferecimento e de oferenda. O Espírito Santo se mostra em ação em Simeão e em Ana, imagine o quanto não estaria no próprio Jesus, que era o protagonista daquela importante cena.

2 – Em Caná (Jo 2,1-11)
Estava em Caná para uma festa, um bodas. O vinho acaba e Maria intervém perante seu filho, e Jesus “manifesta a sua glória”, e realiza o primeiro “sinal” que suscita a fé de seus discípulos. Foi o Espírito Santo que moveu Maria secretamente para que ela pudesse intervir. Daí em diante ela não será somente a mãe, mas sua companheira; será a “nova mulher” que estará ao lado do “novo Adão”.

3 – Ao pé da cruz (Jo 19,25-30)
Jesus encontra-se na cruz e perto dele estava Maria sua mãe e o discípulo a quem ele mais amava. Naquele momento em que Jesus morre na cruz, estava nascendo uma nova humanidade. Estava presente nesse acontecimento: o filho do homem, a mulher, a descendência. Jesus, sacerdote-vítima, se oferecera ao impulso do Espírito Santo (Hb 9,14); sua mãe o assistira e se unira à oblação única e fecunda (Jo 19,25). Como na encarnação, também agora, cheia do Espírito, repetia seu “faça-se” incondicional.

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