quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

VIGIAI, O DIA DO SENHOR JÁ VEM!

“Manifestou-se, com efeito, a graça de Deus, fonte de salvação para todos os homens. Veio para nos ensinar a renunciar a impiedade e as paixões mundanas e viver neste mundo com toda sabedoria, justiça e piedade, na expectativa de nossa esperança feliz, a aparição gloriosa de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo” (Tt 2,11-13).

Advento é tempo de preparação para a manifestação do Filho do Homem. É oportunidade para reflexão e mudança radical de vida. São 4 semanas, que começam no final de novembro, e que nos levam a meditar sobre o que o Espírito diz a Igreja: “Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos, para serem apagados os vossos pecados” (At 3,19); “Fazei penitência, pois o reino dos céus está próximo” (Mt 4,17); “Santificai-vos, e sede santos, porque eu sou o Senhor, vosso Deus” (Lv 20,7).

Como João Batista aponta para Jesus: “Eis o Cordeiro de Deus” (Jo 1,36), o Advento sinaliza para as duas vindas de Jesus Cristo: Nascimento e Parusia. A primeira já ocorreu na plenitude dos tempos, numa manjedoura de Belém de Judá, do seio da Virgem Maria. Nela, Jesus manifestou-se como salvação, como Cordeiro de Deus que foi imolado para o reerguimento do homem caído. Ele que não tinha pecado algum, tomou sobre si a culpa que era nossa e recebeu como paga o nosso desprezo, escárnio e zombaria.

Foi ultrajado, chicoteado, coroado de espinhos e exposto ao ridículo. Mas “foi obediente até a morte, e morte de cruz! Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus, se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos. E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor” (Fl 2,8-11).

A segunda acontecerá no final dos tempos, precedida de grande tribulação e “dores de parto” (Rm 8,19-22) até que o Filho do Homem se manifeste plenamente. Então, Jesus virá “sobre as nuvens com grande poder e glória. Ele enviará os anjos, e reunirá os seus escolhidos dos quatro ventos, desde a extremidade da terra até à extremidade do céu” (Mc 13,26-27).

Ele não mais sofrerá, nem será humilhado, mas julgará este mundo e destruirá todos os poderes e autoridade do reino das trevas. Então, Satanás e seus anjos serão presos no inferno e a morte será definitivamente destruída. Todos os que adormeceram no Senhor ressuscitarão e Jesus recriará todas as coisas, buscará os que são seus e estabelecerá definitivamente o seu Reino e o entregará a seu Pai. (continuação)

Autor: Revista Jesus Vive e é o Senhor. Ano 185, pag. 11.

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