terça-feira, 25 de dezembro de 2007

OFENSAS CRAVAM ESPINHOS E RESISTEM AO TEMPO

Cada vez que somos agredidos, feridos, machucados, ofendidos; cada uma das ofensas que recebemos são como que “espinhos” cravados em nós. Quando alguém nos ofende, está-nos “cravando um alfinete”.

Se pegamos um espinho ou um alfinete e o cravamos numa pessoa, ela vai sentir uma dor no primeiro momento. Depois poderá até aliviar, mas sempre que tocar neles a dor aumentará. As agressões que recebemos lá no tempo da gestação podem estar “esquecidas” em nosso inconsciente, mas nem por isso deixam de doer pelo resto da vida.

Entre uma árvore que saiu da terra há cinco dias e outra que já existe há dez anos, se pisarmos em cima das duas, certamente a menor é que mais sofrerá com nossa agressão. Assim também acontece conosco. Quanto mais no início da vida foi a agressão emocional que recebemos, maior foi o estrago. Cada ato de desamor, briga, rejeição, traição, bebedeira, atitude de violência foi como um espinho cravado em nós. Por isso estamos tão marcados, feridos.

As ofensas resistem ao tempo. Não adianta dizer “já esqueci”. Se pegamos um alfinete e o enterramos num piso, bem escondido, e voltamos depois de cindo, dez ou vinte anos, provavelmente ele ainda estará lá. Não é o tempo que o faz desaparecer. No momento em que perdoamos, nós “arrancamos o alfinete” que está nos machucando e que pode ter sido cravado desde o momento de nossa concepção.

Certas pessoas reagem de maneira espantosa diante de uma simples atitude. Se estamos falando a mesma coisa para cinco pessoas diferentes, cada um dos que nos ouvem vai reagir de maneira distinta, porque cada um tem marcas diferentes em seu interior.

Se piso em alguém que tem o pé sadio, a reação dele é uma. Já se piso com a mesma força naquele que tem um pé machucado, sua reação é totalmente diferente. Ele sentirá bem mais dor. O problema não foi tanto o que fiz, mas o tamanho da ferida em seu pé.

Às vezes o que falamos ou fazemos não é tão grave assim. Ao menos para nós. Porém, aquele que nos ouve ou com quem estamos nos relacionando, por causa da ferida que possui, pode se machucar profundamente. Pelo perdão acontece a cura. No momento em que perdôo, arranco o espinho que alguém cravou em minhas emoções com uma ofensa no passado.

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