domingo, 20 de janeiro de 2008

SOMOS FILHOS DE DEUS

A PATERNIDADE DE DEUS
Se faz necessário que tomemos consciência de nossa identidade, que possamos nos reconciliar com o nosso ser, masculino/feminino.

O nosso desenvolvimento emocional e espiritual é profundamente marcado pela relação que temos com o nosso pai, aqui na terra. Uma boa relação com nosso pai gera a confiança em si e uma harmoniosa integração social.

O que é verdadeiro no plano psicológico é verdadeiro no plano espiritual.

I – O RELACIONAMENTO COM O PAI
Somente quem se libertou do olhar do outro e se conserva resolutamente sob o olhar de Deus é verdadeiramente livre. É o olhar amante do Pai colocado sobre nós que nos reconcilia conosco mesmos, e restaura em nós sua “imagem”.

Nossa relação com Deus-Pai é fundadora de nossa verdadeira personalidade. A nossa geração lutou tanto contra a sociedade patriarcal e o autoritarismo dos pais, que cumpriu o que Freud chamou o “assassínio do Pai”, que foi o assassino de Deus. Rejeitando o paternalismo, nós nos privamos da paternidade, que tem o poder de nos tornar adultos, permanecendo assim um eterno adolescente.

Hoje é urgente reencontrar o coração do Pai e reencontrar nossos corações de criança - autentica.

II – O PECADO ORIGINAL
1Jo 3,1 “Considerai com que amor o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não o conheceu”.

Mas como reencontrar um coração de criança aqueles de quem roubaram a infância, aquelas que não tiveram o carinho de pai e mãe para lhe comunicar amor.

Deus não é culpado de toda essa falta de amor, onde as pessoas magoam porque foram magoadas. Somente o olhar de Deus pode restaurar, ressuscitar a criança que morreu. Quantas pessoas tem uma visão deformada de Deus-Pai, porque foram ferida pelo olhar de seu pai, pela sua indiferença ou autoritarismo.

Essas feridas não é somente em relação ao pai, mas também a mãe. Quando rejeitamos o modelo paterno/materno que nos fez sofrer, é esse mesmo que reproduzimos.

O pecado original, é um presente envenenado que recebemos ao nascer. Suas conseqüências perpetuam de geração a geração, como uma maldição.

III – A FILIAÇÃO DIVINA RESTABELECIDA E A CURA DAS FERIDAS
1Pd 3,21 “Essa água prefigurava o batismo de agora, que vos salva também a vós, não pela purificação das impurezas do corpo, mas pela que consiste em pedir a Deus uma consciência boa, pela ressurreição de Jesus Cristo”.

A graça essencial do batismo:
*livrar-nos do pecado original
*das conseqüências
*da maldição
*e nos restabelece a nossa filiação

O Sacramento da Reconciliação:
*nos faz lutar contra o pecado
*perdoar os nossos pecados
*vivemos um novo nascimento
*é uma fonte de cura

Em nós, pecado e mágoa estão intimamente ligados. Por exemplo: o ciúme é uma mágoa de amor; a avareza origina-se nas faltas mal assumidas durante a infância, que geram insegurança.

Desaparecem quando se encontram o equilíbrio interior. As pessoas que mais viveram no pecado, foram aquelas que mais foram magoadas e receberam menos amor.
Se pecado e mágoa estão intimamente ligados, o mesmo acontece na conversão, ao Senhor, escolhemos segui-lo, mesmo que isto nos custe, daí resulta forçosamente uma transformação interior, uma cura da alma, e às vezes, até do corpo.

Pelo batismo nos tornamos filhos de Deus, passamos da paternidade da carne à paternidade de Deus. Mas o batismo não é um ato mágico ou uma formalidade a preencher para entrar na família. É preciso uma vida para vivê-lo plenamente, para receber a totalidade da herança de filhos e filhas de Deus (cf. Rm 8,14-15).

Fomos criados à imagem de Deus para desfrutar dos mesmos privilégios e não teremos repouso enquanto não reentrarmos na posse de tudo o que Ele nos destina. A cura do nosso ser profundo não é instantânea, é um longo caminho a partilhar com coragem, confiança e perseverança.
A liberdade conquista-se dia a dia.
Amém!!!

Bibliografia: A mulher sacerdotal, Ed. Santuário. Autora: Jo Croissant.

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