sexta-feira, 14 de março de 2008

ADORAÇÃO - 1ª Parte


1. Que é adorar?

A palavra hebraica que se traduz por adorar ou se prosternar (proskunein no grego do Novo Testamento e dos Setenta), significa inclinar-se profundamente em sinal de extremo respeito. Na Escritura, a adoração se dirige essencialmente à santidade e à majestade divinas.

“Rendei-lhe a glória devida ao seu nome; adorai o Senhor com ornamentos sagrados”.(Sl 28,2).

A adoração é, ao mesmo tempo, este movimento de temor, de admiração maravilhada, de amor e de desejo realizado que submerge aquele que, aproximando-se de Deus, é tomado por sua beleza indescritível, sua irresistível suavidade.

“Mas eu, graças à vossa grande bondade, entrarei em vossa casa. Prostrar-me-ei em vosso santuário, com o respeito que vos é devido, Senhor”.(Sl 5,8).

Em nossa condição terrestre, a adoração é um ato de fé. Poder-se-ia mesmo dizer que é a raiz da fé que, submetendo-se ao Deus único e soberano, abre-se à verdade de sua palavra e de suas obras. Adorar supõe um ato muito profundo de submissão de todo o nosso ser, corpo e alma, espírito e inteligência àquele de que dependemos radicalmente para toda a nossa vida e cada um de seus instantes; “nele temos a vida, o movimento e o ser” (At 17,28); submissão àquele de quem nos vem nossa salvação e nossa santificação, a glória e a felicidade eternas às quais ele nos chama.

A adoração é, no amor, o cume da vida da criatura espiritual na presença de seu Deus. Pois, para adorar, não basta reconhecer a total soberania de Deus, é preciso submeter-se a ela com amor. Os demônios são bem forçados a reconhecer que Deus é Deus, e tremem diante dele, mas não o querem adorar.

O diabo, que não pode adorar, enfurece-se ao ver os crentes adorar o Senhor. Ele procura, por todos os meios, desviá-los da verdadeira adoração. Esforça-se por atrair o homem, que não pode deixar de submeter-se a algo que o ultrapassa, para todos os tipos de idolatria, isto é, a adoração de deuses que não o são. O demônio não somente não adora, recusa-se a submeter-se e esforçar-se por desviar os homens da verdadeira adoração, mas também, numa espécie de pretensão demente, procura fazer-se ele mesmo adorado, fazer-se passar por Deus.

“O demônio transportou-o uma vez mais, a um monte muito alto, e lhe mostrou todos os reinos do mundo e a sua glória, e disse-lhe: Dar-te-ei tudo isto se, prostrando-te diante de mim, me adorares. Respondeu-lhe Jesus: Para trás, Satanás, pois está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás (Dt 6,13)”.(Mt 4,8-10).

Este encontro do Tentador e de Jesus no deserto deixa-nos pressentir o que está em jogo na adoração.

(Adaptação: Revista "Jesus Vive e é o Senhor. Nº197 Ano 1994)

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