quinta-feira, 17 de abril de 2008

DA DOMINAÇÃO À SUBMISSÃO

Introdução:


Sempre que vou realizar alguma palestra que toque no assunto de submissão da mulher, sempre sou questionado. Então resolvi fazer um artigo falando sobre o assunto. Espero que gostem, principalmente você mulher, e mande-me a sua opnião sobre o mesmo.


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Quando não é o amor que preside as relações entre os seres, mas a desconfiança, o medo, não há outra saída a não ser o domínio de um sobre o outro.


A mulher tem o mesmo desejo de domina, quanto o homem, mas não podendo fazer pela força, o seu domínio é mais insidioso. É pela astúcia que a mulher chega ao seu fim. Seja de maneira consciente ou inconsciente. Quando não usa as suas energias para ser a ajuda que Deus criou para o homem, mais usa de maneira egoísta, pode se tornar destrutiva. Muitas das vezes com as melhores intenções do mundo, pode impedir o outro de viver.


Podemos hoje observar que a submissão e a obediência são objeto de um mal-entendido cheio de conseqüências. É traduzido como: inibição, opressão, dominação, superioridade, inferioridade, autoridade e poder. Para a mulher que quer dominar, levar a sua vida do jeito que ela quer, essa idéia é insuportável.


O que fundamenta a relação do homem com a mulher, é uma atitude equilibrada e o cuidado de aprofundar a questão, tentando compreender tudo isso na visão de Deus, teológica, que só quer o nosso bem e nossa felicidade.


Olhando as Escrituras, podemos achar que Deus coloca a mulher em uma situação de inferioridade. Mas não foi Deus quem ordenou assim, mais o próprio ser humano que se colocou assim.


É necessário compreender que Deus não conserta tudo quanto quebramos, mas nos deixa assumir as conseqüências de nossas faltas, e aproveita essas, para nos fazer entrar de novo no paraíso, e encontrar a felicidade que se dá na união com Ele.


SUBMISSÃO MÚTUA DOS ESPOSOS


A submissão para Deus, é uma exigência para ambos os sexos. Mas, a submissão mútua dos esposos se enraíza na mulher. Quando a mulher não vive essa submissão no Senhor e tende dominar o marido, fica difícil o homem submeter-se.


Para adquirirmos de volta a harmonia que foi perdida no paraíso, é necessário reencontrar o dom total de si mesmo a Deus e no dom desinteressado do outro.


A submissão quando surge com um grande ato de amor, gera o respeito em ambos. O homem é subjugado por esta santidade que vem da submissão, e daí vai se tornar muito mais atento ao prazer da mulher, a suas intuições, a seus conselhos.


Mas se essa submissão não surge, o homem e a mulher vão se esgotando e tornando o relacionamento em agressividade, estéril. Tudo isso é por causa da corrida ao poder.


O caminho para que haja relações novas e para reencontrar o equilíbrio perdido: "é a renúncia a si mesmo por amor ao outro. É a mulher que introduz o homem nesse novo tipo de relação. Ela não vai em busca de si, dominando o homem, mas um dom de si para o outro".


A submissão da mulher é uma redenção, já que foi pela desobediência da mulher, que o homem foi levado a infelicidade (de ambos), é pela sua submissão e oblação que Deus pode encaminhar a humanidade à redenção.


A submissão somente tem sentido pelo fato da nossa vida pertencer a Deus e não a nós, porque lhe fizemos a doação de nossa vida numa oblação que se une à submissão de Jesus à vontade do Pai.


Submeter-se é colocar-se sob a proteção do outro. Quando a mulher verdadeiramente se submete ao homem, é a Deus que ela se submete, por meio dos limites do homem, esperando realizar a vontade divina.


Gn 3,16 - quando Deus diz essas palavras, não é para se vingar ou amaldiçoá-la, mas para salvá-la, oferecer-lhe um meio de entrar no plano da salvação e participar da Redenção da humanidade. Mistérios de Deus, que é inútil tentar compreender, mas que se podem tatear, vivendo-os.


A submissão é uma atitude de humildade que a mulher cultivará em seus relacionamentos. Ensinará ao homem esta disposição de coração que é profundo respeito pelo outro, o contrário da dominação.


1Pd 3,1-5 - a identidade da mulher não reside em suas capacidades, mas na questão de SER profundo e ela tem responsabilidades perante essa dimensão.


O homem precisa, necessita da mulher. É por ela que se realiza em plenitude, porque somente a mulher pode fecundar a virilidade do homem. Que a mulher reassuma este papel de auxílio, e somente assim, ambos poderão frutificar.

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