segunda-feira, 14 de abril de 2008

PHILIA

"Philia" (em grego: "φιλíα" transliteração para o latim:"philia") retirado do tratado de Ética a Nicômaco de Aristóteles, o termo é traduzido geralmente como "amizade", e às vezes também como "amor". Embora de fato o uso deste termo é muito mais amplo do que o primeiro. Como Gerard Hughes diz, nos livros VIII e IX, Aristóteles da exemplos de philia incluindo: : "os amantes novos (1156b2), os amigos para toda a vida (1156b12), as cidades com os outros (1157a26), os contatos políticos ou de negócio (1158a28), os pais e as crianças (1158b20), o companheiro de viagem e os companheiros de armas (1159b28), os membros da mesma sociedade religiosa, ou mesmo no jantar (1160a19), ou mesmo na tribo (1161b14), de um sapateiro e da pessoa que compra dele (1163b35). "[1] Todos estes diferentes relacionamentos envolvem o bem com o outro, embora Aristóteles implica às vezes que existe algo mais do que o simples gostar seja exigido. Quando está falando sobre o caráter ou a disposição que cai entre a adulação ou a bajulação para uns e impertinência ou o truculência para outros, diz que neste estado: "não se tem nenhum nome, mas pareceria ser a maioria das vezes como [philia]; para o categorizar a pessoa no estado intermediário é exatamente aquilo que nós queremos dizer a um amigo decente, a não ser por aquilo que o amigo também acha de nós." (1126b21) Esta passagem indica também que, embora larga, a noção de philia ela deve ser mútua, e exclui assim relacionamentos com objetos inanimados, embora philia com animais, tais como animais de estimação, seja permitida (ver 1155b27- 31).


Em sua Retórica, Aristóteles define a atividade envolvida na philia (τὸ φιλεῖ n) como: "querendo para alguém o que se pensa de bom, e por sua causa e não pelas nossas próprias, e assim estar inclinado, tão tempo quanto puder, fazer tais coisas por ele" (1380b36- 1381a2)


John M. Cooper discute que isto indica: "Que a idéia central de φιλíα é aquela de fazer bem por alguém para sua própria causa, fora do interesse para com ele (e não, ou não meramente, fora do interesse para si mesmo). [… Assim] os formatos diferentes de φιλíα [como listado acima] poderiam ser vistos apenas como os contextos e as circunstâncias diferentes em que este tipo de bem-fazer mútuo pode ser realizado " [2]


Aristóteles diz que a philia ser necessária como um meio para atingir a felicidade ("ninguém escolheria viver sem amigos mesmo se tiver todos os outros bens" [1155a5- 6]) e a nobreza ou gentileza (καλόν) para si.



Tipos de philia


Aristóteles discute que há três tipos de philia, quando "nem tudo é amor, mas [somente] o cativante, seja ele bom ou agradável ou útil" (1155b18- 19). Nós podemos assim distinguir entre:


* Philia baseada na vantagem mútua (amor para o que é útil).


* Philia baseada no prazer mútuo (amor para o que é agradável).


* Philia baseada na admiração mútua (amor para o que é bom).


Estes tipos não são mutuamente exclusivos, mas podem se sobrepor. O terceiro tipo pode envolver os outros dois tipos também, ele é, argumenta, o melhor dos três. O admiração mútua envolve a natureza de outra pessoa, não simplesmente como o afetam (sendo útil ou apenas divertida), e é também, conseqüentemente, a mais provável de se durar ("se alguém não é mais agradável ou útil, o outro deixa de ama-lo" [1156a21- 22]). Além disso, a philia do terceiro tipo é boa para si, visto que a philia dos dois primeiros tipos pôdem envolver a vantagem mútua entre aqueles envolvidos em um negócio ou algo que traga o prazer mútuo dos envolvidos no abuso do outro; relacionamentos que são maus para si.


"Agora é possível que pessoas más também [como as boas] sejam amigas para o prazer ou a utilidade, para que as pessoas decentes sejam amigos se baseia nas pessoas, e para alguém sem nenhum caráter seja amigo de alguém com outro tipo de caráter. Claramente, entretanto, somente as boas pessoas podem ser-amigos por causa apenas da propria outra pessoa; para pessoas más não se encontrar nenhuma apreciação na outra pessoa que não seja algum benefício." (1157a18- 21)



Auto-suficiencia e a philia


Aristoteles reconhece que há um conflito aparente entre o que diz sobre philia e o que diz em outra parte (e o que é prendido extensamente naquele tempo) sobre a natureza da autosuficiencia de vida


"diz-se que os povos abençoados e felizes e auto-suficientes não têm nenhuma necessidade de amigos. Ja têm para si [tudo|todos] os bens, e daqui, sendo auto-suficientes, não tem necessidade de nada mais." (1169a4- 6) Oferece-se várias respostas. A primeira é baseada no bondade inerente de agir para e concernido para outro ("os trabalhos excelentes das pessoas para seus amigos e para seu país nativo, e estes morrerão pelo dever" [1169a19- 20]); assim, ser uma pessoa completamente virtuosa e cumprida envolve necessariamente ter outra para quem um é &mdash concernido; sem eles, a vida está incompleta: : "a vida da pessoa solitaria é dura, desde que não é fácil para ele ser continuamente ativo tudo por si mesmo; mas com relação a outro e em sua companhia é mais fácil." (1170a6- 8) A resposta de Aristoteles à segunda é: "a vida do pessoa boa permite juntamente o cultivar da virtude" (1170a12). Finalmente, discute que um amigo é "outro oneself", e o prazer que a pessoa virtuosa começa de sua própria vida é encontrado assim também na vida de uma outra pessoa virtuosa. "Qualquer um que deve ser feliz, então, obrigação tem amigos excelentes" (1170b19).



Altruismo e egoismo


Para Aristoteles, a fim de sentir a forma mais elevada de philia para com o outro, se deve senti-la para consigo mesmo; o objeto da philia é, apesar de tudo, "outro oneself". Este sozinho não comete Aristotle ao egoismo, naturalmente. Não é somente o amor proprio incompatível com amor aos outros, mas Aristotle tem cuidado para distinguir a sorte do amor proiprio que condemned (atribuído a "aqueles que se concedem a parte a mais grande no dinheiro, nas honras, e em prazeres corporais. Para estes são os bens desejados e perseguidos ansiosamente pelo muitos na suposição que são as melhores" [1168b17- 19]) daquele que deve ser admirado (atribuído a um quem "está sempre ansioso sobretudo para executar ações justas ou temperate ou todas as outras ações no acordo com os virtudes, e no general ganham sempre para si o que é muito bem [nobre, bons]" [1168b25- 27]). De fato "a pessoa boa deve ser um amante de si mesmo, desde que quer a ajuda ele mesmo e o benefício outro executando ações finas. Mas a pessoa vicious não deve amar-se a si mesma, desde que prejudicará ambos ele mesmo e seus vizinhos seguindo seus sentimentos baixos." (1169a12- 15) Aristoteles prende também, embora, aquele, como Hughes o põe: "[t] somente razão finalmente justificavel para fazer qualquer coisa é aquele que age que a maneira contribuirá a uma vida cumprida. "[3] age assim do philia pôde parecer ser essencialmente egoistica, executado aparentemente para ajudar a outro, mas de fato pretendido aumentar a felicidade do agente. Isto, entretanto, confunde a natureza da ação com a sua motivação; a pessoa boa não executa uma ação para ajudar a um amigo porque lhe dará o satisfação; executa-a a fim ajudar ao amigo, e em executar faz a ambos seu amigo e ela mesma feliz. A ação é assim boa ao si e com efeito tras a felicidade.[4]


Bibliografia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Philia

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