terça-feira, 26 de maio de 2009

MAGNIFICAT - I



Lendo umas revistas antigas que tenho em casa, encontrei esse artigo muito lindo sobre o canto de Maria. Colocarei aqui para vocês.
-----------------------------

Para penetrarmos na profundidade do Canto do Magnificat, precisamos partilhar os mesmos sentimentos de gratidão, pela eleição misericordiosa de Deus, que perspassavam a alma de Maria e refletiam o sentimento de todo o povo judeu.

O povo judeu sabia que, dentre tantos povos que adoravam outros e diversos deuses, ele havia sido escolhido para ser posse exclusiva do Deus Vivo, seu “povo particular entre todos os povos” (Ex 19,5), através do qual Ele se manifestaria no Messias tantas vezes prometido e tão ansiosamente aguardado através dos séculos.

Educada no Templo aos moldes da pedagogia rabínica, Maria havia decorado as inúmeras profecias que prometiam a vinda do Ungido, assim como os salmos, cânticos e passagens do AT que falavam do poder vitorioso do Deus fiel às Suas promessas.

As palavras do Anjo Gabriel na Anunciação ressoaram poderosamente no coração da Virgem, em primeiro lugar, pela ação singular da graça especialíssima que anunciava, mas também porque no coração de Maria estavam guardadas palavras e promessas nas quais confiava e esperava.

A estas palavras uniram-se a evidência do milagre em Isabel e sua saudação inspirada, e todo o ser de Maria explodiu na profunda alegria da certeza de que, dentro o povo separado para Deus, dentre aqueles que eram Sua propriedade particular, ela, em especial, havia sido escolhida para o maior dos privilégios que qualquer homem jamais poderá experimentar, sem que tivesse sequer sonhado com isso.

Revista Maná, ano VIII - maio - nº26

Nenhum comentário:

NOTÍCIAS DA IGREJA