sábado, 5 de junho de 2010

PERDÃO... Parte II

É difícil perdoar?


Quando não se tem o que perdoar, pode parecer que tudo é fácil. Mas quando se tem um "calo" grosso de mágoas profundas, então o perdão pode se tornar muito difícil. Depende, em grande parte, da formação religiosa da pessoa: quem já perdoou várias vezes, é mais habilitado para perdoar mais uma vez; quem, porém, nunca perdoou a ninguém, terá dificuldades enormes em oferecer seu perdão sincero.


"Perdoar" é o mesmo que "esquecer" a ofensa?


A pergunta é muito importante e exige um esclarecimento adequado. Há pessoas que se dizem incapazes de perdoar qualquer ofensa sofrida! À primeira vista, isso pode até chocar. Mas quando se entra em conversa, logo se esclarece que elas confundem as duas coisas: o "perdoar" e o "esquecer". Confessam que não conseguem "esquecer". E assim sendo, acham que não são capazes de "perdoar". Para elas, se "não esqueceram" significa que "não perdoaram"... Mas, na realidade, trata-se de dois assuntos bem diferentes! Jesus nunca pediu para "esquecer". E sempre insistia para "perdoar". A memória é independente da nossa vontade. Não dispomos de condições para "esquecer" ao simples mando do ato da nossa vontade. Até ao contrário: quanto mais desejaríamos esquecer alguma coisa, tanto mais ela bate na nossa consciência e fica mais profundamente gravada na memória!


O ato de "perdoar", por sua vez, depende efetivamente da nossa vontade: se quero "perdôo", se nao quero "não perdôo".


Perdoar a mesma ofensa milhares de vezes: toda vez que me lembrar dela, posso perdoá-la de novo!


E se Jesus insistia tanto no perdão profundo; e se cada ato de perdão representa um valor aos seus olhos, então, perdoando milhares de vezes, cada uma daquelas vezes realizo um ato meritório. Perdoar é proveitoso mesmo!


continua....

Nenhum comentário:

NOTÍCIAS DA IGREJA