quinta-feira, 30 de junho de 2011

ESCOLHENDO O FIM SUPREMO

2 - A escolha de um Fim Supremo é também chamado de opção, como falei no início desse ensino. Ou seja, a opção é a decisão que deve brotar do fundo do coração humano, principalmente do cristão.

Esta opção condiciona ou inspira todas as demais escolhas que a pessoa faça assim por exemplo, quem escolhe Deus em sua opção fundamental, escolherá viver segundo os mandamentos do Senhor, exercer uma profissão honesta, ajudar seus semelhantes... Os atos de alguém são ditos bons ou maus na medida em que estejam de acordo (ou em desacordo) com a opção fundamental ou com o Fim Supremo escolhido por essa pessoa.

Visto que só existe um Bem Supremo autêntico, a que se refere a Deus. Quando os atos de alguém estão em consonância com a Lei de Deus, são bons quando em dissonância, são maus, do ponto de vista moral. Quem em sua opção fundamental escolhe um bem material, dirá que são moralmente bons os atos que aproximam o sujeito da felicidade material, dirá que são moralmente maus aos atos que o afastam.

Se é bastante necessário caminhar com o Espírito Santo, para que Ele venha iluminar as nossas afeições, sentimentos, paixões, afetividade e tudo que esteja nos deixando cegos para a ação de Deus em nossas vidas.

A opção fundamental é algo que desabrocha na consciência da criança desde que comece a distinguir o bem e o mal, mas só aos poucos se vai esclarecendo e fortalecendo. Na idade da adolescência e a juventude vão passando por paulatino amadurecimento, que lhes permite fazer opção fundamental cada vez mais lúcida. Nenhuma pessoa estará acabada enquanto caminhar por este mundo, por isso deve se esforçar para no decorrer de sua vida de peregrinação, rever ou retificar sua opção fundamental.

Para nós que somos coordenadores, devemos sempre ter esta consciência; se eu não me cuidar posso a qualquer momento fugir do meu chamado maior que é viver para Deus, indo em direção de Jesus Cristo o nosso Bem Supremo.

O problema de muitas pessoas estar em terem uma opção fundamental que não procede do mais fundo da sua personalidade, os instintos inconscientes alimentam atitudes que não incomodem e, por isso, costumam resistir à opção fundamental, pois esta geralmente "desinstala" o indivíduo, quebrando-lhe o egoismo.

É por causa da nossa superficialidade de pastores, seja ela maior ou menor, pela opção que caímos em contradição consigo mesma ou em pecado.

Os nossos impulsos íntimos não devidamente evangelizados entregue ao Senhorio de Jesus, acaba nos traindo, e infligindo as leis de Deus. Apagar tal incoerência e buscar a santidade é o programa de vida de todo homem e, especialmente, do cristão. Assim a opção fundamental deve tender a tornar-se cada vez mais fundamental, como exige o próprio nome.

A fim de que isto aconteça, é necessário que a pessoa se examine regularmente, tenha a coragem de reconhecer suas contradições e de fazer os propósitos adequados para extinguir tais incongruências. Caso não se esforce neste sentido pode-se recear que sua estrutura interior (a definitiva) se torna anã, por não ter atingido as devidas dimensões.

Busquemos cada vez orientar os nossos sentidos para Deus.

Que o Abbá lhe abençoe agora e sempre...

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