sábado, 3 de novembro de 2012

OS CINCO ESTÁGIOS DO PERDÃO


O ABRAÇO DO PERDÃO DO SENHOR


O Perdão é o estágio mais concreto do amor. Quanto mais amamos mas somos capazes de perdoar.
Em muitas pessoas fica o questionamento... como é que podemos perdoar quando já tentamos de tudo o que podíamos imaginar, até mesmo a oração, e ainda assim nos sentimos incomodados pela ofensa?
As ofensas são como pequenas mortes, e as pessoas que estão machucadas passam pelos mesmos estágios de alguém que também se encontra em estado terminal. A Dr. Elisabeth Kübler-Ross descobriu através dos seus pacientes que antes de morrer eles passavam por cinco estágios.
Os Linns (Matthew, Sheila e Dennis) em seu livro “Não Perdoe Cedo Demais”, nos ensina como devemos perdoar, tirar as magoas do nosso coração. Vamos vê como se processa isso.

1º Negação: Não admito que estou magoado: Nesse estágio temos a pretensão de não termos de jeito algum sido ofendidos, ou buscamos ignorar a ofensa real e dirigimos a atenção para aspecto menos penosos dela. As ofensas atuais podem desencadear o sofrimento não resolvido de mágoas antigas, as quais nos levam ainda a permanecer na fase da negação.

Oração de cura: Faça a seguinte pergunta: Se o telefone tocar quem é a última pessoa que eu gostaria que estivesse na linha? ou quem é a última pessoa com quem eu gostaria de ficar numa ilha deserta? Também pode ser: Qual é a última coisa pela qual eu me sinto agradecido? Faça isso a cada anoitecer de cada dia, como forma de entrar em contato com as feridas do dia, que possa estar negando.

2º Raiva: A culpa é dos outros se estou magoado:
O dom da raiva é que ela localiza nossa ferida, ajuda-nos a nos defendermos e nos dá forças para corrigir o que precisa ser corrigido. A raiva reprimida em geral indica que fomos muitos apressados na caminhada do processo de perdão. Acreditamos que numa situação abusiva, não temos o direito de perdoar antes de termos descarregado nossa raiva. A raiva ante o abuso e a injustiça é expressão de nossa integridade e de nossa dignidade como seres humanos. Temos que descarregar nossa raiva antes de dar o perdão, porque o perdão autentico brota no mesmo lugar que a integridade, bem no nosso íntimo. Não devemos enterrar toda a nossa raiva.

Oração de cura: a) imagine-se na presença de Deus que te ama muito; b) entrar em contato com a mágoa, os sentimentos de raiva; c) fale agora com o Senhor da sua dor, sua raiva. Pra te ajudar melhor, faça uma carta no presente, como se a mágoa estiver-se acontecendo agora. Coloque tudo que esta sentindo; d) escute o que o Senhor esta lhe falando e escreva, como se Deus estiver-se respondendo a sua carta; e) agora em silêncio deixe-se amar por Deus, experimente do seu amor maravilhoso.

3º Barganha: Estabeleço condições a serem cumpridas antes que eu esteja pronto para perdoar: A barganha espera mudanças por parte da pessoa envolvida antes que tomemos a decisão de ir adiante no processo de perdão. Necessidades não são forçosamente barganhas. Tornam-se barganhas somente quando sua concretização vem a ser pré-requisito para que ofereçamos nosso perdão. As barganhas são saudáveis porque dão voz à nossa raiva, definindo não só aquilo que ainda nos incomoda, mas também aquilo que ainda nos faz falta para podermos iniciar o processo de cura. O desafio do perdão é refrear a vingança, mas, ao mesmo tempo, oferecer a outra face, isto é, fazer tudo o que for possível para evitar abusos futuros.

Oração de cura: a) imagine-se na presença de Deus; b) entre em contato com uma ofensa e partilhe com o Senhor; c) redija uma carta de desculpa que gostaria de receber de quem o ofendeu; d) identifique uma ou duas necessidades manifestadas na carta; e) pergunte a si mesmo como é que a pessoa que o ofendeu poderia ajudá-lo a alcançar o que lhe faz falta; f) deixe-se inundar de vida enquanto se imaginar dizendo ou fazendo tudo o que é necessário para atender às suas necessidades.

4º Depressão: É minha culpa se estou magoado: Agora ao invés de censurarmos o outro, censuramos a nós mesmos. Este estágio pode nos ajudar a reconhecer nossos erros e descobrir nossa capacidade de fazer mudanças e correções, caso necessário. É a culpa saudável. O perigo é que podemos sentir uma falsa culpa, no qual nos condenamos por erros que não são culpa nossa.

Oração de cura: a) imagine-se na presença de Deus e de seu amor; b) entre em contato com alguma mágoa; c) pergunte a si mesmo: “Por que é que não me sinto gratificado pelo que fiz nessa situação?”, ou “Que poderia ter sido feito de maneira diferente, antes, durante ou depois desta situação que me mágoa?”; d) partilhe com o Senhor e deixe-se amar, deixe que todo o seu corpo seja inundado, até você conseguir perdoar a si mesmo; e) caso necessário, faça reparação a todos a quem você possa ter magoado.

5º Aceitação: Aguardo o crescimento que resulta do sofrimento: Quando consentimos que Deus e os outros nos ajudem a nos perdoarmos a nós mesmos e a nos retratarmos de nossos erros, saímos do estágio da depressão e entramos no estágio final. Na aceitação somos gratos pela vida nova que provém da mágoa. Não agradecidos pela destruição que experimentamos, mas o amadurecimento que nos advém ao estabelecermos um intercâmbio de vida com Deus, com os outros, com o universo, com nós mesmos. Cada um de nós precisa que Deus e os outros nos ajudem a perdoar-nos a nós mesmos nos pontos em que ficamos bloqueados.

Oração de cura: a) imagine-se na presença do Deus de amor; b) busque entrar em contato com alguma mágoa que não o esteja perturbando como de costume; c) na presença da pessoa que lhe feriu, pergunte a si mesmo se você é capaz de encontrar alguma dádiva que lhe tenha advindo dessa mágoa; d) dê graças pelas dádivas das quais você está consciente e pelas que você ainda tem por descobrir. Pergunte a si mesmo como você gostaria de usar sua nova dádiva.

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