domingo, 14 de abril de 2013

RESSUSCITADO PARA A NOSSA ESPERANÇA


Texto: 1Pd 1,3-9
São Pedro utiliza essas palavras para todos os primeiros cristãos. Eram palavras novas, nunca ouvidas no mundo: regenerados para uma esperança viva, graças a um evento: a ressurreição de um homem da morte. Aos homens cansados pela longa e vã procura da verdade, ou decepcionados pela observância da lei mosaica, estas descortinavam, uma nova fonte de luz e de alegria.
Texto: Mc 16, 1-3
É possível fazer reviver entre nós, hoje, o mesmo sentimento de “esperança viva” e de “alegria extraordinária, inexplicável?”
As mulheres que foram ao sepulcro na manhã da Pascoa diziam entre si: Quem removerá a pedra do sepulcro para nós? O mesmo é dito para nós: quem nos revolverá a pedra do sepulcro que no correr dos anos se fez mais opaca e pesada, de modo que possamos vê-lo, o Ressuscitado? Muitas experiências em nossa vida nos levam para longe do Ressuscitado, impedindo de senti-lo.
Fazemos da Ressurreição algo tão habitual que não mais nos maravilhamos mais. A pedra que oculta Cristo é feita hoje de “conformismo”, “de memorizações”, “de hábito”, e, portanto, “de indiferença”. Mas esta é uma pedra que não pesa tanto sobre Cristo quanto sobre nós e sobre nosso coração. É esta que devemos revolver para nos abrir àquela “esperança viva” da qual fala o apóstolo Pedro que é fonte de “alegria extraordinária”.
“Páscoa” e “Esperança”! Duas palavras feitas uma para outra, uma esta contida a outra.
“Páscoa” no hemisfério norte, cai num momento do ano em que a natureza se desperta do torpor invernal e se abre à primavera, ao novo calor do sol, ao florescimento das árvores, à volta triunfal da vida. Estas coisas estão contidas os mistérios celestes. “O inverno” preguiçoso, sujo e triste simboliza a servidão da idolatria e do prazer terreno. “A primavera” é a sagrada fonte de cujo seio esta cheio de riqueza.
O “Rito Pascal” celebrado à noite, de casa em casa, pelos hebreus foi o sinal e “o começo” de uma longa esperança. Amanhã estaremos além do Mar Vermelho!
O deserto espaçoso e ensolarado realiza a espera da liberdade, mas gera outra espera maior: a da Terra Prometida, que, uma vez conquistada, faz nascer uma esperança mais espiritual e profunda, que nos profetas se transforma num anseio coral de todo o povo.
Durante aquela ceia Jesus satisfez aquela longa expectativa; disse que seu sangue que estava para ser derramado estabeleceria a Nova e Eterna Aliança e concederia a remissão dos pecados que os profetas tinham anunciado.
Mas tal anúncio foi como que cancelado pelos eventos que aconteceram logo em seguida: “a captura no horto”, “o processo”, “a morte”, “a sepultura”. Mas eis que, como um soar de clarim, se difunde uma notícia: Ressuscitou! Viram-no! Apareceu a Simão!

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