terça-feira, 27 de agosto de 2013

DEUS NOS AMA!


Texto: Jo 3,14-21

O amor de Deus, é a alma de toda a Bíblia.

O amor de Deus é uma realidade única. Esse amor se revelou a nós seres humanos de maneira concreta numa sucessão de gestos, de manifestações que nós chamamos de “História de Salvação”. 

Vamos assim, reconstruir como se processou o amor de Deus por nós.

1º Antes do Tempo e da História, na mesma eternidade de Deus

1Jo 4,8, nos fala que Deus é amor, amor em si mesmo, antes de a criatura tomar consciência disso. Não existíamos ainda. Deus só tem que amar a si mesmo. Embora Deus seja único, Ele não é solitário. Tem consigo o seu Filho, a quem ama e por quem é amado com um amor tão forte que chega a constituir uma terceira pessoa, o Espírito Santo.

Ef 1,4, é claro que já estávamos contidos e contemplados em seu coração como criaturas ainda ocultas no seio e no pensamento de quem as gerou, e se espera que venham à luz.

2º É a Criação

A criação é a revelação deste amor oculto. É um gesto fundamental do amor de Deus pelas criaturas, aquele que lhe confere o ser e as faz existir. Podemos compará-lo ao amor de duas criaturas no ato que geram uma nova vida.

A criação é um ato de amor. Deus cria para derramar seu amor sobre todas as criaturas porque o bem, tem necessidade de se expandir, de se manifestar. Não basta a Deus amar a si mesmo; queria amar e ser amado por alguém que estivesse fora de si e para o qual o amor tomasse uma nova realidade: um amor livre e gratuito.

Deus deu aos profetas, um coração grande, cheio de capacidades, sensível a toda espécie de amor, para que revelassem aos homens algo de seu insondável amor.
Através dos profetas Ele vai revelar o seu amor com varias características:

  • Eterno
  • Pessoal
  • Incondicional
  • Ciumento


3º Chama-se “Jesus Cristo”

Essa etapa abrange todas as anteriores.
Jesus é o amor de Deus feito carne, ele é a manifestação tangível do amor do Pai. 1Jo 4,9.
Deus nos amou com um amor “divino” e “humano”, porque era Deus e homem. Jo 15,9; 15,14; Ef 3,19.

Em Jesus, o amor de Deus se adequou à nossa condição humana, que tem necessidade de “ver”, de “sentir”, de “tocar”, de “dialogar”. O amor de Jesus pelos homens é forte, viril, terno, constante, ate a prova suprema da vida.

Amando, Jesus faz mudar, faz renascer, liberta e cura.

4 º Chama-se “Espírito Santo”

Esse amor se estende até os dias de hoje. Esse amor que iniciou em Jesus Cristo, que continua na pessoa do Espírito.

O Espírito Santo, é o amor recíproco entre Pai e Filho que, depois da ressurreição, se difundiu sobre os crentes, como perfume que jorra do vaso de alabastro quebrado e enche a casa. Rm 5,5; 1Jo 4,13.
Sem o dom do Espírito Santo, a grande prova de amor, de Deus que foi Jesus Cristo teria ficado uma lembrança histórica sempre mais apagada, com o passar dos séculos.

Ele é “Espírito de Amor”. Ele é o nosso consolador. Chamado de “Coração novo” em nós. Porque sua presença nos torna não só amados, mas também capazes de amar – de maneira nova a Deus e aos irmãos.
Ele é agora que realiza a impossível fidelidade do homem; tendo-o presente, o crente pode observar os mandamentos, pode “corresponder” ao amor de Deus, o que não era possível antes de Jesus Cristo.

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