sábado, 2 de maio de 2015

A GRAÇA DE SER HOMEM

Texto: Gn 1,26; 2,18-23
Deus viu que não era bom para o homem viver sozinho. Ele tinha necessidade de uma “auxiliar adequada”, ou seja, de alguém para partilhar a vida, alguém a quem servir e por quem ser servido, alguém (é claro, além de Deus) a quem amar e por quem ser amado. Criado por Deus, que é amor, o homem tem dentro de si um imenso potencial ao amor, tem sede de amar, de relacionar-se, de entrar em comunhão. E é Deus mesmo quem modela, quem plasma a “auxiliar adequada”, e a faz da costela (=metade) do próprio homem.
Deus faz o homem sexuado, ou seja, seccionado, divido, necessitado de complemento, e isso é possível (ser complementado) na comunhão com seus semelhantes.
Adão imperava no paraíso, ele dava nome a todos os seres criados por Deus, ele era “senhor” sobre toda a criação. Mas, entre todos os animais, não encontrou a auxiliar que lhe correspondesse. Deus, que conhecia a necessidade do homem, dá-lhe um sono profundo... O sono é para os judeu um atitude de abandono nas mãos de Deus, quando ele dorme todas as áreas do seu ser se aquietam diante de Deus e ele vela mesmo dormindo. E quando ele se abandona em Deus, é o próprio Deus quem vem “fazer-lhe” a auxiliar adequada, até porque Deus, melhor que o próprio homem, sabe que o homem deve “reinar” sobre a criação mas não deve exercer este papel sozinho.
É Deus quem sabe qual é a metade correspondente a cada um.
A dignidade da Pessoa Humana
Enquanto acontecia a criação da natureza era a voz de Deus Pai que trabalhava: “Deus disse: Haja luz” e houve luz (Gn 1,3). A Santíssima Trindade decide: “Façamos o homem à nossa imagem e como nossa semelhança” (Gn 1,26). “Então Iahweh Deus modelou o homem com a argila do solo” (Gn 2,7). É a mão de Deus que trabalha. As mãos divinas modelam o homem, plasmam-no. É o próprio Deus o artesão do homem. Deus entra em contato direto com a criatura, derrama sobre ela o seu afeto, a faz semelhante a Ele mesmo.
Deus deseja se reconhecer no homem, deseja ver no homem os seus traços, a sua fisionomia, a sua beleza e isso não é pouca coisa. Deus tem predileção pelo homem. Deus é o artista que não assina a sua obra-prima porque a obra já é o retrato do autor.
O homem foi criado com uma dignidade única. Diferente das árvores e das plantas, diferente de todos os animais. Foi criado parecido com o seu criador, foi criado para relacionar-se intima e apaixonadamente com o seu Senhor e Deus, é a única criatura capaz de descobrir o seu Criador, capaz de conhecê-lo, capaz de amá-lo.
Enquanto os animais agem por instinto, o homem age pela “Vontade” e pela “Inteligência”, características que existem em Deus, claro que numa dimensão infinitamente superior, e que Deus deliberadamente deu ao homem.
Deus criou o Homem e Mulher

Quando a Palavra diz que: “Homem e Mulher ele os criou” (Gn 1,27); isso revela que há diferença entre ambos, que não são iguais. Aos olhos de Deus, somos iguais em valor, mas não na forma de sermos e nos relacionarmos.

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