segunda-feira, 22 de agosto de 2016

TIRAI TUDO DESTE TRONO, ESTE LUGAR É MEU!!!


 Texto: Lc 15,11-24
O que é esse “trono”?
Esse trono é o nosso “coração”.
O que é o coração?
É a casa onde estou, onde moro. Segundo a expressão bíblica é onde “desço”. É o nosso centro escondido.
 No coração é o lugar de:
- Decisão-lugar das escolhas, entre vida ou morte
- Sinceridade-nossas tendências psíquicas
- Encontro-relação a imagem de Deus que vivemos
O coração é a nossa “identidade”. Onde habita o verdadeiro “eu” (Pr 27,19; 23,3).
O meu “centro”, onde se inicia todos os meus pensamentos, crenças, valores, motivações e convicções.
O meu “centro de comando”, ele é o que move as minhas ações. Cada área da minha vida é impactada pela direção do meu coração.
O coração é formado por três pilares:
- A vontade
- Os pensamentos
- As emoções 

Esses três pilares precisam estar alinhados, em acordo, para que nossa vida possa avançar. Mas, saibamos que das três a mais importante é a “vontade”, é sempre ela que dará a direção ao coração seguir.A “vontade” é o líder do nosso coração. Deve escutar a “mente” e a “emoção”, mas, nunca ser manipulada por elas. Quando isso acontece o coração procura totalmente desnorteado, procurando a qualquer custo preencher o seu vazio de felicidade.
A “mente” deve ser preenchida por coisas boas, agradáveis, coisas de Deus, para ajudar a “vontade” a tomar a melhor decisão para o coração.
A “emoção” da mesma forma, deve ser curada, principalmente aqueles sentimentos feridos que estão guardados que vão prejudicar a “vontade”. Quando preenchemos e guardamos sentimentos bons, ajuda a “vontade”.
Existe algo de errado em seguir o coração?
Três pontos:
- Ele é tolo
- Ele é duvidoso
- Ele é corrompido
O grande problema é que seguir muitas vezes nos leva a:
- Lutar por tudo o que aparentemente nos parece correto no momento;
- Seguir a qualquer custo os caprichos e desejos independente do que dizem a lógica e o conselho;
- Esquece que as emoções são superficiais, inconstantes e duvidosos, flutuam conforme as circunstâncias;
- O que parece ser correto a nível emocional agradável, depois de um tempo veremos que foi um erro terrível;
- O coração é egoísta e pecaminosa.
Textos: Pr 28,26; Jr 17,9; Mt 15,19
Cinco alicerces para governar o coração
1- O coração segue seus investimentos – aquilo que você coloca tempo, energia, dinheiro... o seu coração seguirá naquilo que você investe;
2- Sonde o coração – sabe sempre onde ele estar. Deve perguntar-se: “o que tem em meu coração no momento? O que estou sempre falando?”;
3- Guarde o seu coração – quando seu coração é tentado, é responsabilidade sua guarda-lo contra a tentação (cf. Pr 4,23);
4- Procure as coisas que são do alto – é hora de identificar onde estar o seu coração e decidir colocar as coisas certas no lugar. Você pode tirar as coisas erradas do seu coração e colocar as corretas;
5- Invista em seu coração – não espere até querer fazer o que é certo. Esperar apaixonar-se, estar gostando de novo.
Quanto mais você investir, mais o seu coração valorizará os seus relacionamentos, amizades, atitudes...
Contextualização da passagem Bíblica
1.          A partida – é uma ruptura, rejeição de tudo anterior. Uma quebra drástica da maneira de viver, pensar e agir. “o país” é o local onde não se respeita o que é considerado como sagrado. Princípios, valores...
2.         A dissipação libertina – gastou os seus bens de maneira errada, sem responsabilidade. Não errado usufruirmos das coisas que Deus nos dá, mas aproveitar de maneira errada.
3.         A queda humilhante – o uso errado da liberdade fez ele cair e caindo passou fome, que o levou a querer a comida dos porcos. Perdendo assim a sua dignidade de “ser humano”, de “pessoa”, equiparando a um animal inferior.
4.        As privações – perdendo a sua dignidade, esquece que é “filho de Deus”, herdeiro e coerdeiro com Cristo. Beneficiário de bens imenso. O Pai cheio de riqueza e ele naquela pobreza sem igual.
 5.         A saudade da casa paterna – quando toma “consciência” da situação, lembra da riqueza, da fartura que existe na casa do Pai. Cai em si, vê que realmente não é digno de ser filho.

 FAZEI DE NÓS NOVAS CRIATURAS
1.          Retorno à nova vida – o retorno é difícil, requer um esforço muito grande. Mudar os hábitos não é fácil. O retorno requer avaliação dos atos e perceber que errou que não fez a coisa certa.
 2.         O abraço sem recriminações – o Pai já esperava, sabia que a qualquer momento o filho iria voltar. Porque o que o filho buscava (a felicidade), só poderia encontrar na casa do Pai. O “abraço” é a reconciliação, o perdão do Pai ao seu filho.
3.         A festa – a comemoração é pra demonstrar o quanto o Pai esta feliz e quer compartilhar essa felicidade. O coração do filho é tomado dessa alegria.

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